segunda-feira, 4 de maio de 2020

Classe produtiva do RN apresenta hoje plano de retomada da economia

Enquanto o Governo do Estado já prepara um novo decreto onde pretende ampliar o isolamento social no Rio Grande do Norte, a classe produtiva potiguar trabalha para definir um planejamento de olho no retorno dos trabalhos. O Sistema FIERN lança nesta segunda-feira (4), às 17h, por meio de videoconferência, o Plano de Retomada Gradual da Economia Potiguar, no âmbito do Mais RN.
O documento propõe um planejamento estratégico com um conjunto de propostas e de protocolos para direcionar o funcionamento, de forma progressiva e segura, das atividades econômicas com o escalonamento da flexibilização do isolamento social e para o período pós-isolamento. O plano, elaborado a partir de dados e estimativas oficiais e observando as recomendações preconizadas pelos órgãos de saúde pública no enfrentamento ao COVID-19, será apresentado ao Governo do RN.
A videoconferência de lançamento terá a participação de representantes do setor produtivo, da academia, do setor médico-científico e do governo. Para participar, tenha o aplicativo “Microsoft TEAMS” instalado e acesse o link abaixo: https://bit.ly/3f4RBaa.
O Plano de Retomada Gradual surgiu dentro da proposta da Sala de Situação do Mais RN em debater sugestões para a construção conjunta de soluções neste período de pandemia do novo coronavírus. Para isso, foi criado um grupo multidisciplinar, coordenado pela FIERN, com participação de representantes das federações – FIERN, Fecomércio, Fetronor, Faern -, Sebrae, AGN, professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e representantes do governo do Estado.
O presidente do Sistema FIERN, Amaro Sales de Araújo, enfatiza que é preciso planejar a recuperação de forma responsável para quando o retorno for possível, minimizando os efeitos da crise instalada. “Diante da pandemia que atinge o país com graves consequências nos setores sanitário, de saúde pública e econômico, a FIERN, preocupada com a situação dos empresários e da economia do Rio Grande do Norte, formou um grupo de trabalho para discutir soluções e a sugestão resultante, que será feita ao Governo do RN, é no sentido de indicar caminhos, de ver uma luz no fim do túnel e apontar como caminhar até ela”, afirma.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Aumento dos casos de coronavírus em Mossoró chega a 40%; município registrou 13º óbito


Mossoró registrou um aumento de cerca de 40% no número de casos confirmados de Covid-19, segundo dados dos boletins epidemiológicos do Município e da Secretaria da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (SESAP RN) de ontem, 28, e hoje, 29. A cidade passou de 117 para 164 confirmações.
O Município registrou o 13º óbito com confirmação da doença. De acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Mossoró, o caso é referente a uma pacientes de 55 anos, com diabetes e hipertensão que morreu ontem, 28, em um hospital público da cidade. Mossoró é a cidade com maior número de óbitos com confirmação de coronavírus no Rio Grande do Norte.
Com relação ao crescimento de casos confirmados, o município apresentou percentual superior ao registrado pelo Estado, que foi de 26,7% no mesmo período (o Rio Grande do Norte passou de 857 para 1.086 casos confirmados). Com isso, Mossoró atinge uma taxa de incidência por grupo de 100 mil habitantes de 55,8. Em 23 de abril essa taxa era de 36.
Dados dos boletins epidemiológicos também mostram o número de casos descartados – 284 (ontem havia 174).  A cidade tem 276 casos suspeitos.
Em entrevista coletiva realizada na manhã de hoje em Natal, ao comentar a variação de números no RN, o secretário adjunto de Saúde, Petrônio Spinelli, afirmou que o crescimento de casos confirmados e descartados se justifica pela realização dos testes rápidos, que passaram a ser realizados nos municípios.
Explicação semelhante foi dada pela Prefeitura de Mossoró em seu perfil em uma rede social. “O aumento significativo do número de casos descartados, confirmados e curados se atribui ao aumento de testes diários conseguido pelo município, o que retrata quadro mais real da pandemia da cidade a partir de agora”, afirmou.
Recuperados
Uma boa notícia é que o número de pessoas recuperadas aumentou e  hoje chega a 83. Ontem o boletim epidemiológico da Prefeitura de Mossoró informava que havia 63 pacientes curados.
Blog do Barreto. 

Governo arrecada R$ 1,5 milhão em doações e distribuirá 1 milhão de máscaras até fim de maio



Os programas governamentais RN+Unido e RN+Protegido conseguiram, juntos, R$ 1,5 milhão em doações, entre alimentos não perecíveis, material de higiene pessoal e equipamentos de proteção individual. E as doações continuam, tanto por pessoas físicas quanto jurídicas.
Esse montante de R$ 1,5 milhão em donativos é contabilizado desde a criação da Central de Controle de Doações, em 26 de março. O RN+Unido contribuiu com pouco mais de R$ 1 milhão e o RN+Protegido, com R$ 477 mil. Apenas na última semana, entre 20 e 27 de abril, foram arrecadados R$ 690 mil em doações.

No balanço divulgado pelo Governo nesta quarta-feira (29), o controlador-geral do Estado, Pedro Lopes, destacou a doação de 500 mil peças de tecido pela Coteminas para confecção de máscaras de pano, no total de R$ 400 mil. Já a Guararapes doou 95 mil máscaras de pano, no valor de R$ 73 mil (na semana anterior já tinha doado 105 mil, totalizando 200 mil unidades).
 
Essas máscaras serão elaboradas em parceria com o programa governamental Rede Solidária, também criado nesse período de pandemia e que envolve 52 grupos prontos para confecção de máscaras de pano conforme orientação da Anvisa. 
 
“Além das indústrias têxteis, teremos a parceria do Sindicato da Construção Civil, o Sinduscom, que doará matéria-prima para confecção de dois milhões de máscaras – um item fundamental para atravessarmos com segurança esse período da pandemia”.
 
Pedro Lopes frisou ainda a ação específica do Governo, iniciada semana passada, de distribuição dessas máscaras em filas de banco, lotéricas e à população de rua. “E iniciaremos, a partir de hoje, essa distribuição para clientes que chegam aos supermercados sem máscara. Serão 25 mil unidades para esse fim”.
 
O Governo do Estado investiu R$ 3 milhões, com recursos do Governo Cidadão, no RN+Protegido. Esse recurso, associado às doações por meio das parcerias, proporcionará 7 milhões de máscaras à população do RN, distribuídas gratuitamente. “Nossa meta é que já até o fim de maio um milhão de potiguares tenha acesso às máscaras distribuídas pelo Governo”.
 
O controlador ressaltou também a doação de 10 mil litros de álcool gel pela indústria Becker, totalizando R$ 98 mil. Esse material será distribuído na rede hospitalar e órgãos de serviços essenciais, além de municípios.
 
Para o programa RN+Unido, Pedro Lopes destacou a doação do Sindicato das Indústrias de Laticínios com 11,5 mil litros de bebida láctea, totalizando R$ 36 mil. O programa conseguiu arrecadar, até o momento, 900 cestas básicas, 40 mil litros de álcool gel, 5,8 mil protetores faciais e 300 componentes para respiradores.
 
Outras parcerias lembradas durante a coletiva transmitida ao vivo pelas redes sociais do Governo, para o combate ao coronavírus por outras frentes, foram a UFRN, a Cruz Vermelha e as Forças Armadas.
 
PROGRAMAS
 
O programa RN+Unido é realizado em parceria com a Associação dos Supermercados do RN (Assurn), com apoio do Ministério Público Estadual e Cruz Vermelha. Tem o intuito de arrecadar alimentos e material de higiene pessoal às famílias em situação de vulnerabilidade social.
 
Já o RN+Protegido se dá em parceria com empresas, indústrias e o Sindicato da Construção Civil e envolve confecção de materiais doados a preço de custo e investimentos financeiros diretos do Governo do Estado.

Ministro da Saúde afirma que ainda não é possível saber qual será o pico da Covid-19 no Brasil

Nesta quarta-feira (29), o ministro da Saúde, Nelson Teich, participou de audiência pública no Senado Federal para responder aos parlamentares quais ações o ministério tem adotado para impedir o avanço do coronavírus no Brasil. Um dos pontos destacados pelo ministro Teich, foi a grande necessidade de investigar à fundo a Covid-19 e conseguir informações concretas, pois, segundo ele, é preciso evitar especulações que podem atrapalhar o combate à doença. 
“A complexidade é enorme para você analisar. E eu estou falando só a entender a doença, como ela evolui, qual o risco de uma segunda onda e qual a imunidade. Quando é que vai ser o pico? Não sei e ninguém sabe! E um dos grandes problemas de se definir uma data que se baseia em um modelo, é que aquela sugestão se transforma em uma promessa, em um dado real. Você passa a tratar aquilo como se fosse uma verdade e quando aquilo não acontece todo mundo começa a se perguntar o que está acontecendo”. 
Além disso, o ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou que já está sendo elaborado um plano para flexibilizar o isolamento social, levando em consideração cada tipo de população e região do país.
“O que a gente vai discutir quando cria uma política, quando cria uma diretriz, é definir para cada tipo de situação, se deve ficar em casa ou não. E você tem que separar isso por segmentos da população porque tem pessoas que fazem atividades críticas que não vão poder ficar em casa. Então vão ter situações, dentro de uma política que está sendo desenhada, que ficar em casa vai ser a melhor solução para algumas pessoas, não para todas”.   
Durante as explicações, o ministro Teich disse que algumas ações importantes estão em andamento, como a antecipação da vacinação contra gripe, com 55 milhões de doses já distribuídas aos estados; a ampliação do prazo de validade das receitas para o Farmácia Popular e distribuição de medicamentos; o aumento no número de testes distribuídos e produção nacional de mais de 14 mil respiradores.

Para mais informações sobre a Covid-19, acesse coronavirus.saude.gov.br.

Styvenson apresenta projeto para tipificar como crime o aumento abusivo de preços



O senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) apresentou nesta terça-feira (28) o projeto de Lei 2.189, de 2020, que propõe alteração no Código de Defesa do Consumidor para tipificar como crime o aumento abusivo do preço de produtos ou serviços em situações de epidemia, desastres de grandes proporções e calamidade pública. “Tais condutas atentam contra os direitos dos consumidores, pois, em situações de alta demanda e baixos estoques, privilegiam a busca pelo lucro desmedido em detrimento da saúde, da dignidade e do bem-estar dos consumidores. Chama a atenção o fato de existirem comerciantes que, de forma criminosa, buscam obter vantagens financeiras excessivas em situações emergenciais como essa”, argumentou o senador.
Ainda no projeto apresentado pelo senador potiguar há previsão de pena de seis meses a dois anos de detenção, além de multa, para quem infringir a lei.

O senador Styvenson lembrou que, conforme amplamente divulgado pela mídia, após o rompimento das barragens em Minas Gerais, houve uma série de aumentos abusivos no valor de produtos necessários à população atingida. Os preços da água mineral, de gêneros da cesta básica e de combustíveis dispararam após as tragédias, revelando extrema ganância de comerciantes das localidades em que ocorreu o desastre. Da mesma forma, itens como álcool em gel, luvas e máscaras tiveram os preços inflados com a chegada do COVID-19. “Essa especulação de preços deve ser prontamente reprimida. Por isso, decidi apresentar projeto para criminalizar o comerciante que aumentar abusivamente o preço de produtos ou serviços em situações de epidemia, desastres de grandes proporções ou de reconhecida calamidade pública”, explicou o senador.

Novo coronavírus infecta 65 bebês no Ceará


Até 16 h desta terça-feira (28), 65 crianças com até um ano de idade foram infectadas pelo novo Coronavírus (SARS-CoV-2) no Ceará, conforme o boletim epidemiológico emitido nesta quarta-feira (29) pela Secretaria Estadual da Saúde. Vinte e oito são do sexo masculino, enquanto 37 são do sexo feminino.
Nove delas, cinco meninas e quatro meninos, precisaram ser hospitalizadas e uma bebê acabou falecendo. Ela tinha três meses de idade e morreu em Iguatu, no dia 6 de abril, sendo a vítima mais jovem da Covid-19 no país até então.
Até 16 h desta terça-feira (28), 65 crianças com até um ano de idade foram infectadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) no Ceará, conforme o boletim epidemiológico emitido nesta quarta-feira (29) pela Secretaria Estadual da Saúde. Vinte e oito são do sexo masculino, enquanto 37 são do sexo feminino.
Nove delas, cinco meninas e quatro meninos, precisaram ser hospitalizadas e uma bebê acabou falecendo. Ela tinha três meses de idade e morreu em Iguatu, no dia 6 de abril, sendo a vítima mais jovem da Covid-19 no país até então.
G1

Brasil tem maior taxa de contágio por coronavírus do mundo



O Brasil tem o maior número de reprodução de Covid-19 (doença provocada pelo coronavírus) entre 48 países analisados pelo Imperial College de Londres.
O indicador, também chamado de R0, mostra para quantas pessoas cada infectado transmite a doença. Quanto mais alto, maior a velocidade de transmissão, e maior o risco de uma possível sobrecarga no sistema de saúde.
Na semana que começou nesta segunda (26), o R0 do Brasil era 2,81, ou seja, cada infectado transmite a doença para cerca de 3 pessoas, segundo as estimativas do centro de doenças infecciosas da universidade (MRC), um dos mais respeitados do mundo na análise de epidemias.
Em vários países do mundo, governos têm considerado que as restrições de mobilidade só podem ser relaxadas sem risco para o sistema de saúde se o número de reprodução estiver abaixo de 1.
Na Alemanha, considerada uma das nações mais bem-sucedidas no controle da doença, o número de reprodução calculado pelo MRC é 0,8 (com uma variação de 0,65 a 1,14).
Ao lado dos Estados Unidos, o Brasil é um dos 2 únicos países com previsão de mais de 5.000 mortes para a próxima semana, e a tendência é de crescimento nos contágios, segundo o estudo, assinado por 47 pesquisadores.
O instituto estima a tendência de contágio e o número de mortes na próxima semana, para os 48 países que, nesta semana, contabilizavam ao menos cem mortes pelo coronavírus desde o começo da pandemia e no mínimo dez mortes em cada uma das duas semanas anteriores.
O Brasil faz parte dos 9 entre os 48 países em que a infecção pelo coronavírus está em trajetória ascendente. O mesmo ocorre em Canadá, Índia, Irlanda, México, Paquistão, Peru, Polônia e Rússia.
Com base nos cálculos, a transmissão do coronavírus está caindo em 4 dos 48 países estudados: Itália, França, Espanha e República Dominicana. Em 23, incluindo Alemanha, Portugal, Bélgica, Colômbia e EUA, está estabilizada.
A tendência é incerta em 12 nações, incluindo a Argentina e a Coreia do Sul, afirma o estudo.
Em relação ao número de mortes projetadas para a próxima semana, Brasil e Estados Unidos estão na categoria “muito alto”, acima de 5.000. Há 10 países na categoria “alto” (de 1.000 a 5.000), e 14 na “relativamente alto” (de 100 a 1.000).
Em 22 países, o estudo aponta um número “relativamente baixo” (menos de 100) de mortes na próxima semana.
Para fazer a projeção de mortes para a semana seguinte, o Imperial College se baseia no número divulgado de mortos, que é considerado mais confiável que o de casos confirmados (nos quais a política de testes pode ter muito impacto).
A precisão das estimativas varia de acordo com a qualidade da coleta e divulgação dos dados em cada país. Naqueles em que há falha na divulgação dos dados, as previsões podem estar subestimadas.
O centro também ressalva que as estimativas de transmissão refletem a situação epidemiológica no momento da infecção dos casos de morte por Covid-19. Ou seja, o impacto de medidas de controle aparece com uma defasagem de cerca de dez dias.
NÚMEROS SUBESTIMADOS
Outro objetivo do estudo é analisar a contabilidade de casos por país. Os números de mortes divulgadas é comparado com o de casos informados pelo país, para verificar se a proporção entre os dois dados obedece ao esperado.
As premissas para essa análise são as de que todas as mortes foram informadas, e de que o intervalo entre a confirmação de um caso e a morte é em média de dez dias (com desvio padrão de 2 dias) e a taxa de mortalidade por caso confirmado é 1,38% (de 1,23% a 1,53%, com intervalo de confiança de 95%).
Com base nesses parâmetros, o MRC calcula que o número confirmado de casos no Brasil é 10,4% da quantidade efetiva, o sexto menor entre os 48 países, à frente da Hungria, com 10,3%, e atrás do Reino Unido, com 10,6%. O México é o país com maior subnotificação de casos: com base no número de mortes relatadas, o número de casos confirmados é 5,8% do total efetivo.
Os países mais precisos no relato do número de casos, de acordo com a análise do Imperial College, são Israel (100% dos casos efetivos reportados) e Arábia Saudita, com 93%.
Até 26 de abril, mais de 2,8 milhões de casos de Covid-19 haviam sido confirmados no mundo, com mais de 190 mil mortos.